As bruxas conspiram
um texto sobre vários assuntos, escrito em prestações.
Antes das divagações da geminiana que vos fala, tenho um recado:
Lembra do Perfil? Então, ele vai acontecer com mais frequência do que eu tinha imaginado. Ai, criei um trem (página, coluna, categoria?) específico pra ele no meu perfil aqui no Substack.
Aí tem como você se inscrever só nesse espaço aqui, em que compartilho as coisas aleatórias de sempre, ou só lá, pra conhecer diversos autores e autoras nacionais de lugares diversos e gêneros diversos e escritas diversas.
(vocês entenderam que a ideia é ser diverso, né?)
E, é claro, que tem como você se inscrever nos dois, o que eu apoio, inclusive.
Seguem links:
Projeto Perfil e Não tava escrito.
Agora, voltemos ao caos, como sempre.
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início do texto escrito em 15 de fevereiro de 2025
Olha eu de novo, escrevendo no uber. Dessa vez, o destino é a reunião mensal do Clube de Escritores BH. Já que tô aqui, vou fazer meu jabá: o clube nasceu em 2023, das entranhas da escritora que vos fala e da Monique de Magalhães e do Emanoel Ferreira, que toparam a empreitada. A gente se reúne uma vez por mês pra falar de escrita, mercado editorial, suruba e outros assuntos que permeiam o mundo fantástico da literatura.
O mais estranho de tudo é que a gente nem se conhecia antes. Na primeira vez que nos vimos, a maluca aqui chamou pra criar um clube de escrita e os dois malucos toparam. Claro que a história é um pouco mais longa que isso, mas a essência tá aí. E o universo, os guias, o zodíaco ou sei lá o quê conspirou pra acontecer. Talvez todos juntos. É, acredito em bruxaria (e vou voltar nesse assunto mais pra frente).
Pra quem não é de BH, criamos a modalidade virtual. Esse sábado, por sinal, tem. No grupo do whatsapp envio os links.
O objetivo do Clube é proporcionar aos escritores algo que não tivemos quando começamos: apoio. Uma comunidade unida e disposta a se ajudar. Tem dado muito certo até agora.
Tão certo que no último encontro presencial eu me peguei parada, olhando as conversas que se desenrolavam ao meu redor, deslumbrada. Um misto de gratidão e orgulho me dominaram e eu pensei "olha que foda o que eu comecei aqui.”
continuação do texto escrita hoje, 20 de fevereiro de 2025
Se no primeiro encontro do ano eu fiquei deslumbrada, no segundo eu nem sei a palavra. Umas 20 pessoas (segundo a minha estimativa, não contei na hora. Nem lembrei, na verdade) se reuniram pra falar de escrita e escrever. Cara… Olha que foda, tem gente que ainda gosta de arte nesse país. A ideia do Samuel Medina de juntar o público da Oficina Prosa Poética que acontece na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte toda terça de manhã (10h) foi ótima.
Além do público da oficina e das figurinhas familiares do clube, duas novas pessoas apareceram. A Mariana Lucioli e o Márcio Andrade.
Viu como as Deusas conspiram?
E já que chegamos no assunto místico…
Retomei minhas pesquisas para o segundo livro essa semana, dessa vez com vídeos. Caí em uma entrevista com um padre exorcista de Portugal. Façam as contas: padre, exorcista, português. O combo pra intolerância religiosa, só que sem os gritos que geralmente acompanham esse tipo de discurso. Era um intelectual/estudioso/pesquisador falando sobre um assunto, por mais absurdas que fossem suas falas. Não convém repetir o que ele disse aqui, anotei as informações relevantes pro meu livro e o resto… foda-se.
Meu foco é outro.
Eu vejo muitos podcasts (vídeocasts?) no youtube. De vários canais, com vários convidados. Mas não apareciam pra mim como sugestão os que possuem teor religioso. Mesmo dos maiores, que abrangem assuntos variados e não são nichados. Em compensação, nas redes mais rápidas (instagram e tiktok), chove de conteúdo sensacionalista de mau gosto e índole duvidosa, ligados ao extremismo de vários lados. E não adianta apertar o botão de que a postagem não me interessa, elas continuam chegando.
E aí eu fiquei conversando com as minhas personalidades, como sempre. Adoro conteúdo aleatório. Amo quando aparece alguma coisa que me mostra outras visões de mundo, eu concordando ou discordando delas. Mais do que a minha escrita, alimenta meu senso crítico. Só que tá insustentável querer isso das redes mais frequentadas. 3 minutos de vídeo que tem o único objetivo de chamar a atenção e inflamar alguém o suficiente pra arrancar um comentário não me interessam. Me pergunto se é só comigo.
E agora eu fiquei até com preguiça, como sempre acontece quando penso demais no caminho que a humanidade está seguindo, ladeira abaixo. Até sinto falta de quando eu acreditava que o mundo ia acabar em meteoro.
Pesei o clima, né? Foi mal.
Mas nem tudo é uma merda completa. Pra tentar compensar a bad, tenho algumas atualizações legais pra vocês.
1. Eu vou participar da Flipoços (Festival Literário Internacional de Poços de Caldas) pela primeira vez! Dia 3 de maio, às 13h, vou mediar uma mesa sobre “Maternidade, paternidade e dramas familiares na literatura contemporânea” (minha antecipação do livro 2 vem aí). Junto comigo, estarão a Karine Asht, a Cibele Laurentino e o Guilherme Marchi.
Alguém aí vai? Vamo se ver!!!
2. No dia 12 de julho, participarei novamente do Encontro Nacional de Escritoras, dessa vez em João Pessoa. Se você é de lá, vamos se encontrar. Já sei de saraus que vão rolar por lá na época e estou me programando pra participar também.
3. Estou fazendo uma série de vídeos no instagram (enfim a hipocrisia) contando de como foi e está sendo a minha jornada pelo mundo fantástico da literatura. Tem gente gostando e eu to gostando de fazer (apesar de demorar 34 horas pra editar um vídeo de 10 minutos). Aqui o último:
4. Por último e não menos importante, inventei de escrever um conto com a ajuda das pessoas que me acompanham no instagram. Por enquanto, estamos na fase de escolher ambiente, personagens e esses trem. Todo dia, nos stories, tem um aspecto novo pra decidir. E que as bruxas me ajudem. (#chupapadre)
Por enquanto, é isso o que eu posso dizer. Mas vocês me aguardem, porque vai aparecer muito mais coisa por aqui.
Ps. Se alguém quiser participar das entrevistas do Perfil, me manda uma mensagem que a gente conversa.




