Cães, clube, lives, uber
mais ou menos nessa ordem
"Para a sua segurança, use o cinto de segurança" considerando o local (um carro), não precisava da segunda "segurança". Considerando o nível médio de interpretação de texto do brasileiro, precisava sim.
Olha eu no uber mais uma vez.
O que tá acontecendo com BH? Ou desacostumei ou o calor piorou. Ontem choveu forte por 15 minutos e ficou mais quente ainda. Hoje, sou um frango assado girando, exposto na vitrine dos cachorros.
Falando em cachorro, os lá de casa têm mania de comer meia. Vandinha comia quando era filhote, e vomitava. Agora, a Ratazana também come. A diferença é que a Vandinha é um Cane Corso
Traduzindo: grande
E a Ratazana é uma lhasa mais leve que o Légolas (o gato).
Traduzindo: a meia é quase do tamanho dela.
E eu que fiquei preocupada dela comer o próprio cocô (é a fama que a raça tem no tiktok).
Papo bom pra quem tá indo almoçar.
Ratazana tem vários nomes. Minha mãe chama de Meg, meu irmão prefere Luna, minha avó gosta de Boneca e no petshop o registro é Malu. Temos essa dificuldade com nomes na família, desde sempre.
Se dependesse da minha bisavó meu nome seria composto: Bianca Potira ou Bianca Penélope. O “Potira” faz sentido, já que a Dona Natinha usou nomes indígenas para batizar os filhos: Ubirajara, Irajá, Norma Iracema e Inaiara Lúcia (os dois últimos criaram uma teoria na minha cabeça de que ela era fã de José de Alencar por causa de “Iracema” e “Lucíola”).
Talvez seja coincidência e a minha personalidade escritora é que deseja referências literárias na família. MAS, em minha defesa, meus tios-avós dizem que a Vovó Natinha gostava sim do moço José de Alencar.
Ironia do dia: meu maior trauma literário é José de Alencar.
O “Penélope” ficou perdido no rolê mesmo.
Há alguns anos, uma fila que tínhamos chamava Nandinha, por causa da minha mãe (Fernanda). A cadela encerrou seu ciclo na vida, anos se passaram e um parente abençoado brigou porque, segundo ele, chamar a cachorra de Nandinha era uma ofensa à sua esposa (também Fernanda). Ah, o ego do macho hétero, aka umbigo do universo.
Nunca que eu ia querer ofender minha cadela desse jeito, me respeita.
E eu nem lembro mais como chegamos nesse assunto…
Agora, o motorista disse pra eu descer em um lugar diferente porque uma das ruas tava agarrada.
Ô, moço, você já viu o sol lá fora? E eu nem sei direito onde eu tô.
“No waze tá falando que vai agarrar 5 minutos na rua X.”
Meu querido, eu esperei até 2 da manhã pra embarcar em um avião que deveria decolar às 20h, to acostumada.
Resultado: a rua nem tava agarrada. Tirem suas próprias conclusões, porque eu criei umas dez justificativas diferentes e algumas podem até virar livro.
Falando na cabeça perturbada da escritora que vos fala, resolvi que essas news terão mil palavras. Isso quer dizer que eu preciso escrever mais e que vocês vão me aguentar por mais tempo. Sinto muito, agora tenho que tirar assunto de você sabe onde.
Assunto nº 1 – Resolvi fazer lives mostrando meu processo de escrita. O texto da vez é um conto. Fiz enquetes no insta pras pessoas decidirem voz narrativa, protagonista, gênero e o local do conto. Nada mais justo do que compartilhar os momentos em que eu converso com as vozes na minha cabeça antes de um texto ir pra tela do computador. Fiz duas. Antes da primeira eu estava cagada de medo. Medo de não saber falar, de não saber explicar meus processos, de ninguém assistir, de alguém assistir, de não saber mexer no programa de transmissão… depois passou. Como boa geminiana que sou, o sofrimento durou 2 minutos e foi embora. “Se for um fracasso, eu finjo que nunca nem vi.”.
Agora, o que é um fracasso pra vocês? Ninguém assistir? Porque a minha live quase ninguém assistiu e eu não achei ruim. Se foi uma merda, pelo menos ninguém viu. A mesma lógica vale pra produzir conteúdo em redes sociais: quem tem poucos seguidores pode se dar ao luxo de errar porque quase ninguém liga.
Mesmo assim, o sentimento quando eu terminei a primeira foi bom. Eu sempre fiz lives e eventos conversando com outras pessoas, nunca sozinha. Achava que seria incapaz de segurar 40 min, 1h falando sobre qualquer assunto sem ninguém pra me ajudar.
Aí eu fiz e sim, segurei. (esqueci de ligar as luzes que posicionei especialmente pra live, mas aí é culpa do TDA) Eu poderia passar dias falando sobre processo de escrita e foi isso o que eu fiz: planejei um texto. A diferença é que as vozes na minha cabeça falaram em voz alta, dessa vez.
E eu gostei. Mesmo sem ninguém puxando assunto, mesmo sem perguntas da plateia, mesmo com o Légolas pulando e causando um terremoto na câmera. A segunda foi mil vezes mais fácil e eu fiquei feliz não só por ter feito a live, mas por ter terminado o planejamento do conto.
Quando a minha escaleta foi tomando forma aquele quentinho no coração ia aumentando porque, de novo, é pra isso que eu to aqui: pra escrever.
Também quero fazer lives mostrando como monto as referências de músicas e imagens pro conto, como vou fazer a publicação (amazon, provavelmente) e a divulgação. O rolê todo de escritor independente nesse país.
As lives acontecem no meu canal do youtube.
Assunto nº 2 – Falando em live, fizemos algumas lives no Clube de Escritores. A primeira foi sobre experiências sobrenaturais e a segunda, fim do mundo (dessa eu saí deprimida). Não sabemos quando teremos outra, mas o objetivo é fazer com alguma regularidade (mais ou menos).
Assunto nº 3 - O Clube de Escritores agora tem newsletter! Ó, que linda! O primeiro post contou a origem do Clube e vamos postar os textos dos desafios de escrita que fazemos nos encontros (do autor que quiser aparecer na news, claro).
Pois bem, cambada, mil palavras completas.
Beijo na bunda e até terça!




