É ela, a escritora no meio do processo de escrita
Como eu amo escrever!
Aconteceu de novo, pessoa que me lê, eu fiquei monotemática. O assunto dessa semana é o processo de escrita do segundo livro.
Ele mesmo, o livro do demônio.
Como sempre acontece, tracei uma rota e mudei de ideia. Sigo o planejamento, o que por si só já é um milagre. Mas vou alterando o fluxo. Nessa primeira versão, despejo tudo o que tem pra despejar. Na segunda, começo a revisar.
E tem leitura beta, crítica, muito control find no arquivo, os surtos que toda escritora conhece bem...
Dizem que o requisito pra ser escritora é escrever. Podemos acrescentar as crises de identidade durante os processos?
Processos mesmo, no plural. Értom está com a editora, mas eu sofro com capa, diagramação, revisão... por antecipação, na maioria das vezes, mas não tem como passar pelo parto sem sentir algumas dores.
Com o segundo livro, algumas coisas mudaram nos primeiros dias de escrita. No livro e em mim. Eu pensei que sofreria escrevendo, mas, esses dias, me peguei sorrindo que nem uma retardada. E lembrei o que me mantém disposta a mudar minha vida inteira se for necessário: eu amo escrever.
Coisa boas, coisas ruins, exorcismos e perdões, gente feliz e gente triste, cachorro, periquito, papagaio, ficção e auto-ficção.
Enquanto escrevia uma das cenas mais difíceis do livro, fiquei feliz por conseguir colocar tudo pra fora, por sentir que algo grande nascia daquela cena, por me sentir bem escrevendo algo que muitos dizem ser um tormento pra mim.
Talvez seja. Talvez eu chore copiosamente quando terminar. Talvez eu não esteja pronta pra publicar, talvez eu queira publicar logo. Mas essas são questões pra Bianca do futuro.
A Bianca do presente está completamente apaixonada por simplesmente sentar na frente do computador e escrever. Foi assim com “Értom”, é assim com o segundo livro e vai ser assim com o terceiro, quarto, quinto, décimo...
Por essas e outras, acho que a primeira versão é a minha fase favorita do processo.


