Fim de uma saga
ou, pelo menos, de uma parte da saga
Chegamos em agosto e na reta final dos preparativos para a edição física de Értom. Na maior parte do tempo eu fiquei tranquila nessa saga de ler, reler, revisar, aprovar coisas, divulgar e tudo mais. Hoje, depois de finalmente dar o ok para a impressão, a ansiedade bateu. Contrações de treinamento, talvez? É isso, vai nascer, estamos no fim de uma saga que começou em junho de 2023.
Não que a saga de Értom esteja finalizada, longe disso. Vou trabalhar na divulgação e venda do livro durante muito tempo ainda, amém. O que termina agora é a fase de publicação da edição física.
Primeiro veio a escrita. Decidi que escreveria o romance da mulher que prevê mortes e por dois meses e meio entrei em um ritmo frenético de duas mil palavras diárias. Quando eu não estava escrevendo Értom, eu respirava Értom. Desde esse período, compartilhava nas redes sociais e em eventos que eu participava que estava escrevendo um livro e que ele seria lançado em breve, mesmo sem fazer ideia de quando.
Depois da primeira versão, vieram as seguintes, a fase interminável de revisão. Leitura crítica, descansa o texto, revisa, descansa mais, fiquei mais de 24 horas sem comer e só percebi quando me avisaram disso. Foi a mais difícil, a mais intensa, a mais longa e, também, a que eu mais gostei.
Eu via o resultado de tanto tempo de trabalho tomando forma e se aprimorando. Às vezes eu ficava orgulhosa do que tinha escrito e em outros momentos eu me achava a pior escritora do mundo, ossos do ofício.
Ao todo, Értom teve nove versões. Sete delas foram resultado de horas intermináveis de revisão.
Em março de 2024 surgiu o primeiro sinal de publicação. Assinei um contrato com uma editora e tudo indicava que em junho do mesmo ano meu filho nasceria. Mesmo assim, não estava completamente certa se seria esse o futuro de Értom. Assinei o contrato pensando “qualquer coisa eu consigo desfazer”. Na época, pensei que era coisa do povo do direito, mas não demorou nem três meses para eu descobrir que eram meus instintos agindo.
Desfiz o contrato por divergências que não vêm ao caso agora e outra etapa da saga começou: eu publicaria Értom em e-book, e participaria do prêmio Kindle de Literatura. Foi o que fiz. No dia 20 de agosto de 2024, a 1ª edição de Értom nasceu, na amazon.
Não era perfeita, muito menos o ideal de publicação que eu tinha, mas era minha. Alcancei o que eu sempre quis fazer na minha carreira na literatura: o melhor que eu pudesse no momento.
Sei de muitos autores que têm vergonha da sua primeira publicação, que gostariam de voltar no tempo e refazer tudo, por diversos motivos. Eu não, nem creio que vou me arrepender dela um dia. Talvez, a maior vantagem de ter entrado no mundo fantástico da literatura depois dos 25 tenha sido a maturidade, a consciência de que aquilo era importante demais para ser feito de qualquer jeito.
Esse ano, uma das minhas resoluções de ano novo era publicar Értom na edição física. Mandei para algumas editoras, estudei imprimir por conta própria, rascunhei um projeto de financiamento coletivo e fiquei de olho em editais de cultura.
Quase que por acaso, a oportunidade de publicar pelo Yolo aconteceu. Eu estava trabalhando na Literíssima, conversando sobre os planos para o selo novo da editora e assumi o compromisso de escrever um livro para ser lançado em outubro. Voltei para casa e tive uma das ideias geniais que tenho só quando estou dormindo ou tomando banho: e se Értom fosse publicado pelo Yolo?
Apresentei a ideia pra editora, ela topou e aqui estamos, três meses e um livro quase pronto depois.
“Bizarro”, a minha versão de quinze anos diria.
Que a ideia que ela teve viraria livro ela já sabia. Mas ela não fazia ideia de como o caminho até lá faria curvas e desvios surpreendentes.
E por mais que a minha ansiedade grite com as coisas que não são planejadas, elas costumam ser as minhas preferidas.
Értom já tem 3 datas de lançamento definidas:
29 de agosto, 14h, na Casa Literíssima, em Belo Horizonte (R. Dom José Gaspar, 365 - Coração Eucarístico)
4 de setembro, 19h30, na Livraria Patuscada em São Paulo (Rua Luís Murat, 40, Vila Madalena)
6 de setembro, 14h, na Bienal Internacional do Livro em São Paulo, no estande da editora Arpillera.
Espero encontrar vocês em algum desses lugares. Ou em algum outro também, por que não?
E pra quem ainda não adquiriu seu exemplar com o desconto de pré-venda,




Gosto muito de ler sobre esses percursos. Eles me fazem lembrar de meu próprio caminho ao publicar cada livro. Já garanti meu exemplar de "Értom" e com certeza estarei nos lançamentos!
Parabéns pela persistência. Que Értom venha ao mundo agora em folhas impressas.