Piuí piuí piuí abacaxi
Esse negócio de imaginar é um caminho sem volta
Minha imaginação é um trem desgovernado. Trem mesmo, o transporte, não o trem de mineiro.
Se bem que o transporte também pode ser de mineiro…
Mineiro = habitante de Minas Gerais, não o....
Ah, foda-se, vocês entenderam!
Percebi isso ontem, enquanto decidia se escrevia, lia ou assistia o filme indicado no curso de roteiro. Passeei pelo segundo livro, pelo conto, pela antologia de Dia das Bruxas, pelos cursos que estou fazendo, pelas ideias que ainda serão escritas, pelos planos pro clube de escritores... quando percebi, fiquei mais de uma hora divagando. Sendo produtiva, que é bom, nada.
E voltei pro segundo livro. Uma autoficção. Minha primeira dificuldade era chamar de ficção, inserir elementos inventados em uma história real. Eu queria ser o mais fiel possível à realidade. Uma espécie de lealdade que eu não devo a ninguém, muito menos à literatura.
Pois bem, o tempo passou. Escrevi outras coisas, fiz leitura crítica, malabarismo com a linha do tempo, brinquei com as vozes, briguei com as poesias, discuti com as personalidades.
Descansei do texto. Deixei ele descansar de mim.
Aí, liguei a locomotiva. Inseri alguns elementos de ficção na história e o universo se expandiu. Sabe os memes da cabeça explodindo? Pois é. Depois de ligado, o trem foi e não parou mais. Tem dois dias que sou acometida por possibilidades e alternativas e diálogos e cenas e personagens e cenários e interpretações e palavras e versos e... tudo.
Mas não liguei a locomotiva propositalmente. Nem por acaso, seria Inocência demais dizer isso à essa altura do campeonato. Logo eu, a consumidora de conteúdos aleatórios e obcecada por cursos dizer que esse tanto de ideia brotou do nada? Não. Nunca é do nada.
Eu me cerco de estímulos criativos desde os 13, 14 anos de idade. Mais do que planejamento, foi sobrevivência. Minha imaginação e necessidade de coisas novas sempre foi grande demais pra caber em uma caixa só.
Mas o gatilho da vez foi o curso de roteiro. Duas aulas já foram o suficiente pras personalidades surtarem por 345 motivos diferentes. O mais recente: vou escrever um filme.
Gente. Um filme.
F-I-L-M-E
Filme.
Sabe o meme da Rapunzel dizendo "eu nâo acredito no que eu fiz!"?. Tem uma semana que eu tô assim. E aí uma coisa levou à outra e o caos se instalou de novo. Feliz ou infelizmente, eu funciono bem desse jeito. De um lado do cérebro tem as ideias pro futuro roteiro, de outro tem o livro 2, aí tem pedaços focados em projetos, outras histórias, viagens, projetos... caos.
E eu até que sou boa no caos.
Recados da semana (eu nunca lembro de fazer meu próprio jabá aqui):
1 - Agora eu entrevisto pessoas no youtube.
2 - Tem edital de seleção de contos pra antologia do Clube de Escritores
3 - Sábado agora vai ter encontro virtual do Clube de Escritores. O tema será: como começar a escrever um livro?
4 - Minha agenda pra leitura crítica tá aberta, cambada
#FUI



Boas notícias, vai ter muita novidade chegando por um bom tempo por aqui. O projeto de filme já despertou a minha curiosidade. Quando der, conta mais. 😉