Véi do céu
Arrepios, dúvidas existenciais e misticismos sobre o meu primeiro livro. Não nessa ordem.
Essa semana eu vi esse post aqui da Jadna Alana e me encantei. Ela fala como a cidade de Ouro Preto é importante pra ela e como uma consulta de tarô teve relação com as mudanças que aconteceram na vida dela. É um texto ótimo, recomendo a degustação.
(até porque essas histórias geram conexão com o público e eu vou falar muito de conexão no Simplifica, o curso de produção de conteúdo para autores e autoras que vou lançar no dia 9 de abril)
Mas hoje a news não é sobre meu curso. Minha personalidade marketeira está gritando na minha cabeça, dizendo que eu deveria fazer um texto cheio de copy para angariar alunos, mas a personalidade “siga seus instintos” está me guiando nesse trem de literatura. E o instinto de hoje é contar um negócio que aconteceu essa semana. E tem a ver com o tarô, por isso mencionei o post da Jadna ali em cima.
Mas comecemos do começo.
Já falei em alguns lugares que sonhei que uma mulher me dizia para escrever “Értom”, meu romance de estreia. Os detalhes eu contei dia desses, numa crônica de segunda (aqui). Mas uma coisa curiosa, que eu não contei na crônica, aconteceu depois do sonho.
Assim que acordei, narrei o sonho pra dois amigos, Kelvin e Ana. Reclamei da mulher que alugou um tríplex na minha cabeça e fiquei lamentando pelas mudanças de planos que ela me “obrigou” a fazer. Kelvin, que adora teorias da conspiração tanto quanto eu, sugeriu:
Já pensou essa muié é você do futuro te mostrando que você vai ficar rica e famosa se seguir os seus sonhos?
Eu me orgulho de ser uma cética que acredita em muita coisa e duvida de tudo. O único furo nessa teoria é que a mulher era muito mais baixa que eu. Mas sei lá... A gente nunca sabe quando o espaço-tempo tá doido.
Só que a sugestão que veio Ana me deixou mais pensativa:
Será?
Pois bem. O tempo passou, eu guardei essa coisa do guia em uma caixinha na memória e segui a vida.
Eis que, depois de ler o post da Jadna, resolvi fazer uma leitura de tarô.
(descobri que a cada seis meses, de forma não intencional, faço leituras e escuto as cartas dizerem o que eu já sei. Lembra da personalidade que segue os instintos? Ela sabe das coisas, sério.)
E quando chegou na parte da minha carreira, quase no final da leitura, quando eu achei que nada mais poderia me surpreender, a taróloga solta:
e a carta aqui das estrelas também fala muito do lado espiritual. É como se tivesse amparo, apoio da espiritualidade. Você pode até recorrer também, sempre pedindo, dentro da sua religião, essa proteção e essa abertura de caminhos.
Mano.
Véi do céu.
…
Preciso dizer que o sonho veio inteiro na minha memória na hora que ela disse isso?
Preciso dizer que eu lembrei de quando a Ana falou que pode ser meu guia espiritual?
E preciso dizer que me arrepiei inteira na hora que ela disse isso?
Acho que não.
E agora eu, que nem tenho religião, estou aqui, com a cabeça fritando. Como que faz pra agradecer uma guia espiritual? Eles têm nome? Como posso saber mais sobre eles? Onde vivem, o que comem?
Todo dia um pensamento obsessivo diferente.
E eu que lute. Sempre.
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A agenda de abril tá lá no instagram. E tem evento, hein! Em BH e em SP. Amém! Se você é de uma dessas cidades, cola em um deles. Bora se conversar, tomar uns trem.




Amei a sua história com o tarô e e fui ler a da Jadna e também amei. A cética aqui agora quer procurar uma taróloga :)